quarta-feira, 5 de setembro de 2012

R0DELÃO6970 VISITAS

ESSA É A ESTAÇÃO DO JANILSON PR7 JBB



O PATRIARCA DA FAMILIA JAIR BARROS
PERTENCENTE A UMA FAMÍLIA PIONEIRA NO RADIOAMADORISMO BRASILEIRO.




















JANILSON POUSANDO PARA FOTO 1900?








HOJE QUANDO ACORDEI ME DEI CONTA QUE ESTOU FICANDO MADURO DE VERDADE, MAIS ESTOU FELIZ, POIS HOJE É COMEMORADO 20 ANOS DE IDADE DO MEU FILHO MAIS VELHO...QUE AMO DE CORAÇÃO....QUE DEUS O ABENÇOE COM TODAS  AS BENÇÃOS....



INTERNAUTA ASSÍDUO DO RODELÃO GRADE ABRAÇO FORTE 73   

R0DELÃO6970 HISTORIA



Os grandes nomes em telecomunicações




Maurice Deloraine
Nascido em 1898, graduou-se na Ecole Supérieure de Physique Chimie de Paris e 
está causando em 1945 uma patente para o tempo de comunicação básica.


Alexander Graham Bell
Nascido em 1847, ensinando fisiologia vocal em Boston, telegrafou suas experiências estão 
na origem de uma patente em 1876, marca o nascimento do telefone.


Samuel Morse (1791-1872)
Professor na Universidade de Nova York, é originalmente em 1837, 
um sistema de envio de sinais telegráficos e código, adotado rapidamente em todo o mundo.


Rene Barthelemy (1889-1954)
Engenheiro da Ecole Supérieure d'Electricité, ele produziu, em 1931, 
a primeira demonstração pública de televisão francesa e fornece as primeiras transmissões regulares em 1953.


Emile Baudot (1845-1903)
Originalmente um método de telegrafia, que prefigura a codificação binária das informações que 
ele deu o seu nome à baud (unidade de transmissão de sinal de velocidade)


Clément Ader (1841-1925)
Pioneer telefone na França, é a fonte de transmissões de óperas por telefone
 (théâtrophone) em exposições de 1881 e 1889.


Giuglielmo Marconi (1874-1937)
Formado pela Escola Técnica de Livorno, ele começou o nascimento do rádio mediante a apresentação
 de sua patente em 1896. Em 1901, ele enviou o telegrama primeira rádio entre a Inglaterra e Terra Nova.


Gustave Ferrie (1868-1932)
Polytechnique, e erudito militar, suas atividades de pesquisa têm contribuído para o desenvolvimento 
da telegrafia sem fio e transmissão internacional.


Claude Chappe (1763-1805)
Engenheiro francês, foi o inventor, em 1793, o telégrafo aérea que leva seu nome.


 Edouard Belin (1876-1963)
Criador em 1907 de um sistema de transmissão de telefoto, que revolucionou o trabalho dos jornalistas.
 O "belinograph", nome de seu inventor, é a origem do fax.



Robert Keller (1899-1945)
Engenheiro e herói da Resistência, onde ele usa seu conhecimento de telecomunicações. 
Ele foi preso em dezembro de 1942 e morreu no campo de concentração de Oranienburg em março de 1945.


CASELLI Giovanni (1815-1891)
Físico italiano, ele registrou uma patente em 1855 para transmitir escrita telegráfica e desenho.
 Este é o pantelegraph, que é a origem do fax.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

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Cientistas implantam chips de rádio em formigas



São Paulo - Cientistas da Universidade de York, no Reino Unido, começaram a implantar chips de rádio em mais de mil formigas da espécie Formica lugubri. O objetivo é analisar como elas se comunicam e se comportam.
Formica lugubri é comum em uma floresta no norte da norte da Grã-Bretanha. Por isso, a pesquisaacontece em Longshaw, uma área de proteção ambiental inglesa. Na região, é possível encontrar mais de mil de colônias deste tipo de formiga, além de 50 milhões de espécimes.


Os especialistas pegam as formigas cuidadosamente. Em poucos segundos, conseguem implantar o receptor de rádio no inseto de cerca de um milímetro de tamanho. Porém, a universidade afirma que o chip não é prejudicial para as formigas.
Esses chips funcionam como radiotransmissores. Cada transmissor é uma espécie de código de barras responsável por catalogar a formiga.
Eles conseguirão transmitir aos pesquisadores como essas formigas se comunicam. Além disso, fornecerá dados sobre como as colônias dessas formigas são interligadas por uma rede de passagens com centenas de rainhas.
O objetivo dos cientistas é reunir dados suficientes para fazer o controle das formigas e da floresta onde elas vivem. Isso porque os pesquisadores acreditam que as formigas formam um sistema complexo de vida e de comunicação. Porém, ele ainda é pouco conhecido pela ciência.
Samuel Ellis, o biólogo da Universidade de York, diz que uma única formiga não é particularmente inteligente. Porém, elas formam um complexo sistema muito eficaz em Longshaw.
Veja abaixo um vídeo sobre o implante do chip nas formigas:



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Brasil pode perder R$ 115 bilhões por falta de profissionais de Tecnologia da Informação


Profissionais esperados pelas empresas não condiz com contingente formado nas instituições de ensino, segundo gerente do Observatório Softex. (Gizmodo)
Rio de Janeiro - Se a escassez de mão de obra no setor de Tecnologia da Informação (TI) persistir, o Brasil pode deixar de arrecadar R$ 115 bilhões em receitas, em 2020, por causa da falta de profissionais. O alerta é da gerente doObservatório Softex, Virginia Duarte, durante a abertura hoje (3) do Rio Info.
A estimativa se baseia na publicação Software e Serviços de TI – A indústria brasileira em perspectiva, em que o observatório faz uma análise do mercado de trabalho de TI, considerando faixa etária, o perfil do profissional, carreira, condições de contratação, modelo de negócio, nível de escolaridade e remuneração.
“É um apanhado do perfil do profissional e do mercado”, disse à Agência Brasil a gerente da Softex, associação gestora do Programa para a Promoção da Excelência do Software Brasileiro, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, com foco no desenvolvimento de mercados e em aumentar a competitividade da indústria brasileira de software e TI.
“O quadro mostra que vai existir uma escassez [de profissionais] e ela é tanto quantitativa, como qualitativa. Tem a ver com as competências que se espera do profissional do futuro”, explicou.
Virginia Duarte acrescentou que já existe uma distância entre os profissionais esperados pelas empresas e o contingente formado nas instituições de ensino.
De acordo com a gerente, se o quadro não mudar, o 'déficit' de receitas, em decorrência da falta de profissionais de TI, atingirá R$ 115 bilhões em 2020, levando em consideração valores de 2010.“Isso ['déficit'] é um mínimo, só se baseando na escassez do profissional de TI”.
Para evitar o colapso, é necessário dobrar a quantidade atual de profissionais na área até 2020, tanto de nível superior como de técnicos. Atualmente, existem um milhão de profissionais contratados formalmente (incluindo assalariados, sócios e cooperados), desconsiderando o mercado informal.
A receita média do setor tende a crescer 8,5% ao ano, excluindo uma possível falta de mão de obra, informou Virginia. Para acompanhar esse ritmo, estima-se ser necessário crescimento anual de 13% na quantidade de profissionais dedicados ao desenvolvimento de software e TI. Em bancos, no comércio e nas telecomunicações, segmentos que usam programas de computador e TI, a demanda por novos profissionais é da ordem de 5% ao ano.
Diante da dificuldade de captar alunos e interessados nos cursos profissionalizantes e de nível superior, uma alternativa para evitar a escassez de mão de obra é a qualificação dos atuais profissionais, aprimorando as competências do funcionário e os processos internos.
“O foco tem sido muito na tecla de formar gente, no sentido quantitativo. Essa é uma vertente importante, mas existe outra, que é a discussão de produtividade e qualidade”, apontou Virginia.
Ela ponderou que melhorar da produtividade pode significar a demanda por menos profissionais. “É um plano B para você resolver a questão da necessidade de gente”, disse.

domingo, 2 de setembro de 2012

R0DELÃO6970 VISITAS



Turquia, Trabzon, TC7M, CQ WPX CW

















Martinica, TO8A, CQ WPX CW






R0DELÃO6970 INFORMA


ORGANIZAÇÃO DAS FAIXAS


O espectro das ondas eletromagnéticas que compreendem as Altas Freqüências (HF), está organizado em bandas, que são padronizadas internacionalmente, girando em torno da freqüência central correspondente ao seu comprimento de onda.
As estações de ondas curtas não transmitem indiscriminadamente através das bandas de freqüências, e sim, para cada estação são alocados freqüências as quais podem usar, de acordo com acordos internacionais de forma a evitar interferência entre as emissoras. A zona de freqüência ( cuja unidade é metro ) está representada na tabela abaixo. Atualmente, são 14 bandas de radio difusão em ondas curtas. Muitas estações no mudo selecionam diversas bandas para suas transmissões. Isto porque cada banda apresenta condições de propagação específicas, que variam conforme a estação do ano, horário, ciclo solar e outros fatores abordados na página referente à Propagação.
A padronização das faixas e sua utilização, é efetuada pelo ITU - International Telecomunications Union. A tabela abaixo está atualizada segundo a WARC-92 - convenção ocorrida no ano de 1992 que ampliou algumas faixas de radio difusão existentes e criou a faixa de 15 metros.
Bandas de radio difusão nas ondas curtas
kHz
MHz
Banda
em metros
Principais Características
2.300-2.4952120Banda exclusiva da zona tropical - estações locais
3.200-3.400390Banda exclusiva da zona tropical
3.900-4.000475Na Ásia e Oceania, usado para serviços domésticos - BBC e Londres, RFI, Deutsche Welle
4.750-5.060560Banda exclusiva da zona tropical
5.730-6.295649Transmissões de media distancia - serviços internacionais
6.890-7.600741Ótimo para média distancia - serviços domésticos e internacionais excluindo América do Sul
9.250-9.990931Usado dos estações locais e internacionais ao redor do mundo
11.500-12.1601125Permite recepção de grandes estações internacionais
13.570-13.8701322Banda ótima para distancia de aproximadamente 3000 km
15.030-15.8001519Ocupado por estações topo de linha com potencia de 100 kW ou maior
17.480-17.9001716Ocupado por estações topo de linha com potencia de 100 kW ou maior
18.900-19.0201915Ocupado por estações topo de linha com potencia de 100 kW ou maior
21.450-21.8502113Ótimo para períodos quando numerosas manchas solares aparecem. Do contrario, não é adequada para os meses de inverno
25.670-26.1002511Adequado para uso durante intensa atividade solar, assegurando boa recepção durante o verão
Nesta tabela, também está sumarizado a principal característica da banda, de forma a facilitar a relação entre as características de propagação das faixas, e sua utilização ao redor do mundo.
QUE FAIXA UTILIZAR E A QUE HORA DO DIA ?
Diferente da escuta das emissoras locais de ondas médias e FM que estão presentes em nossa cidade, sintonizar emissoras em ondas curtas requer um conhecimento mínimo do comportamento das faixas disponíveis. São três os fatores determinantes que possibilitam a sintonia de emissoras em ondas curtas :
  • A hora do dia
  • A estação do ano ( verão, inverno, outono e primavera )
  • A atividade do Sol
Para ser mais exato, é o Sol que determina o que podemos sintonizar e quando. E é a Ionosfera - uma camada alta da atmosfera - a responsável pela condução das ondas de rádio, em especial das Ondas Médias e Curtas. E por sua vez é a atividade solar que afeta a forma como a ionosfera se comporta, determinando que durante o dia determinadas  faixas de onda sejam próprias para transmissões de longa distancia, e à noite, outras faixas sejam utilizadas.

As ejeções resultantes da atividade do Sol viajam até a Terra e distorcem o campo magnético terrestre, resultando em atividade geomagnética. Estes fenômenos são determinantes para a propagação das ondas do rádio, em especial as Ondas Curtas.
É por isso que as estações que transmitem em ondas curtas costumam utilizar diversas freqüências em bandas diferentes, para possibilitar alternativas de escuta ao maior número de regiões e durante o maior tempo possível ao longo do dia e noite.
Por exemplo, se estamos no Rio de Janeiro sintonizando a Radio Bandeirantes de São Paulo, e a Gaúcha de Porto Alegre por exemplo, ambas chegando com ótimo sinal, e, em determinado momento, começamos a notar queda na qualidade da recepção da Bandeirantes, é sinal que as condições de propagação para esta faixa de freqüência estão se alterando para a região de São Paulo. Neste caso, devemos tentar sintonizar a Rádio Bandeirantes em outras faixas, pois poderá ser possível a sintonia.
Em termos gerais, as faixas mais utilizadas no Brasil são 60, 49, 31 e 25 metros, sendo que também existem em operação emissoras em 90 e 120 metros.
Onda Médias - Durante o dia (entre 6 e 18 horas) somente é possível ouvir estações de curta distância (no máximo 100 km). Ao cair a noite é possível presenciar um fenômeno interessante que é a substituição das estações de curta distância pelas estações de longa distância. Aproximadamente 2 horas após o por do Sol a situação está normalizada e é possível fazer escutas de estações de milhares de quilômetros de distância.
Ondas Tropicais de 120 a 60 metros - Durante o dia é possível ouvir estações de algumas centenas de quilômetros de distância (200 a 300 km), mas ao cair da noite  começam aparecer as estações de mais longe. Os melhores DX são feitos em horários próximos ao nascer e pôr do Sol quando é possível ouvir estações do outro lado do mundo. As faixas de Ondas Curtas nestas bandas possibilitam  durante o dia, recepção razoavelmente boa num raio de até cerca de 400 km, dependendo da potência do transmissor. À noite, especialmente durante o inverno, podemos sintonizar emissoras situadas a milhares de quilômetros, devido à propagação ionosférica favorável nesta época do ano. No inverno em particular é normal sintonizarmos emissoras da África, Europa e Ásia, e também, emissoras do Norte e Nordeste do Brasil.
Ondas Curtas de 49 e 40 metros - Durante o dia é possível ouvir estações de centenas de quilômetros de distância (aproximadamente 500 km), mas ao cair da tarde já é possível ouvir estações de mais longe. As faixas começam a se fechar para o DX aproximadamente 2 horas após o nascer do Sol.
31 metros - Na faixa de 31m, a recepção é semelhante à da faixa de 49m, porém, com maior alcance, tanto à noite como durante o dia. Durante o dia, pode-se ouvir estações distantes, de até cerca de 2.000 km. Interessante notarmos, que logo ao amanhecer, podemos sintonizar estações distante milhares de quilômetros, em função das condições de propagação da ionosfera.  Durante o inverno, as condições de propagação nesta faixa são melhores que no verão.
25 metros - Esta faixa é apropriada para a recepção de emissoras situadas à longa distância, normalmente sintonizamos emissoras internacionais. Quando a atividade solar está em intensa, a recepção é possível durante 24 horas. Em períodos em que a atividade solar estiver baixa, a recepção é melhor durante o dia e ao amanhecer.  É possível fazer bons DX nestas faixas durante todo o dia e noite. Estas faixas começam a se fechar aproximadamente após 4 horas do nascer do Sol e se abrem logo à tarde, aproximadamente 3 horas antes do pôr do Sol. Durante o dia é possível captar estações de alguns milhares de quilômetros (cerce de 5000 km). 
22 e 19 metros Permanece quase sempre aberta, mas entre 11 e 17 horas somente estações de alta potência podem ser ouvidas. Logo pela manhã e à noite fica aberta para DX.
16, 13 e 11 metros Permanecem sempre abertas e são as que mais são afetadas pelos ciclos de manchas solares que ocorrem a cada 11 anos. A última alta do ciclo ocorreu em 1989 e a próxima alta será no ano 2000. Durante os períodos de baixa de manchas solares (entre 1993 e 1996) poucas estações utilizam estas faixas e somente algumas poucas estações de alta potência são ouvidas durante o dia. À noite é quase impossível sintonizar alguma estação de potência média ou baixa. 
 
Na tabela abaixo, estão resumidas as condições particulares de cada faixa, em função da estação e da hora do dia.
MHzCaracterísticas de Recepção
26Dia - longa distancia, não sendo verão
21Dia - longa distancia, todas as estações
17-18Dia - longa distancia, todas as estações
15Dia - longa e média distancia, todas as estações
Noite - longa distancia, primavera e verão
13Dia - longa e média distancia, todas as estações
Noite - longa distancia, primavera e verão
11-12Dia - media e curta distancia, todas as estações
Noite - longa e média distancia, primavera, verão e outono
9Dia - média e curta distancia, todas as estações
Noite - longa e média distancia, todas as estações
7Dia - curta distancia, todas as estações
Noite - longa e média distancia, todas estações
5-6Dia - curta distancia, todas as estações
Noite - longa e média distancia, todas estações
2-3-4Dia - curta distancia, todas as estações
Noite - média distancia, todas as estações
Curta Distancia< 1600 km
Media Distancia1600 a 4000 km
Longa Distancia> 4000 km
Nos receptores analógicos ou digitais que funcionam através de seleção de faixa, escolha a banda desejada e sintonize ao longo da banda até encontrar as emissoras. No caso de rádios digitais que permitem a sintonia direta informando a freqüência através de teclado, digite a freqüência que corresponde ao início ou término da faixa, e inicie a sintonia seqüencialmente, à procura das emissoras.
Detalhes da alocação do espectro de rádio


Outro fator determinante nas características nas faixas de ondas curtas, é o ciclo solar de 11 anos, que é determinado pela quantidade de manchas solares que ocorrem na superfície do Sol. As manchas solares é um processo de liberação de energia magnética que causa grandes distúrbios na ionosfera de nosso planeta, assim, causando distúrbios na propagação, com certa regularidade. Como exemplo, nos anos de máximo solar, quando o numero de manchas solares atinge o seu numero Maximo, as faixas acima de 19 metros, ou seja, freqüências acima de 15.000 kHz até aproximadamente 30.000 kHz, se propagam muito melhor e por longas distancias. Em compensação, as faixas de ondas curtas abaixo de 19 metros, apresentam um comportamento pior em relação a propagação em longas distancias.
Como podemos observar, na realidade é o SOL que determina o que podemos ouvir, em que freqüência, em que hora do dia ou da noite, em que estação do ano, e conforme sua atividade solar. Logo, ao estudarmos os eventos solares, em relação as suas interações com as condições de propagação das ondas de rádio, estaremos nos preparando para praticar DXismo com embasamento teórico.
Estamos no chamado ciclo solar 23, cujo máximo ocorreu no ano de 2001. Atualmente, podemos visualizar no gráfico abaixo, a predição das condições do ciclo solar para os próximos anos.

O SOL E A GREY LINE
Complementando o que já foi demonstrado na introdução a Propagação das Ondas de Rádio em HF, um importante componente de auxílio na procura de rádios distantes - a prática de DXismo - é o conhecimento da Gray Line, que em português significa "linha cinza". Como podemos ver na foto do satélite acima, nas áreas onde ocorre a transição do dia para a noite, as condições de propagação se alteram significativamente, permitindo praticar algumas escutas interessantes tanto no amanhecer como entardecer. Como exemplo, no inverno tem sido reportado a escuta de emissoras da Arábia Saudita em Ondas Médias - 1512 kHz - no Rio de Janeiro ao entardecer. Nesta hora, na Arábia Saudita está amanhecendo, o que torna propícia a propagação das Ondas Médias até o Brasil.
Acesse a página de Endereços na Internet referentes à rádio para encontrar sítios que mostram a Grey Line através de satélites em tempo real.
USANDO UM RADIO DE ONDAS CURTAS
Alguns radio escutas compram os mais caros rádios que podem adquirir mas se vêem desapontados quando não conseguem ouvir certas estações e outras coisas que querem ouvir. Acreditando que é deficiência do receptor, vendem para outros praticantes de escuta. Alguns meses depois, o proprietário original do receptor observa em boletins de clubes DX que o ouvinte que comprou seu receptor o está utilizando para ouvir todo tipo de DX raro. A explicação é porque é necessária habilidade para extrair o máximo de um rádio. Esta habilidade envolve o reconhecimento das condições de recepção e ser capaz de ajustar os controles do radio e suas características para a melhor recepção sob aquelas condições.
Usar um radio de ondas curtas, especialmente um modelo de comunicações, mostra que um conjunto de habilidades é necessário para obter o máximo desempenho, e para isto, é necessário tempo e esforço. Um radio escuta experiente usando um receptor mediano irá consistentemente obter melhor recepção, particularmente de sinais DX, que um inexperiente usando um radio de comunicações estado-da-arte.
Um ponto a ser entendido, é que o receptor não pode fazer tudo por si só. Um bom receptor deve ser conectado a um bom sistema de antena, devido ao receptor poder apenas trabalhar os sinais providos pela antena. E como podemos observar com o estudo da propagação, as condições de recepção representam a parte mais importante na determinação de se poder ou não ouvir uma estação. Estes condições mudam de estação do ano para estação ( e até de dia para dia ) e determina os limites reais do que é possível ouvir.  Por exemplo, independente de quanto bom seja o receptor e a antena utilizada, será impossível ouvir uma estação da África em 90-metros durante a tarde aqui no Brasil.
A melhor forma de usar os controles do radio de ondas curtas varia com as condições de recepção e os sinais que se tenta captar. O uso correto do AVC/AGC de um radio e do branqueador de ruídos pode determinar se será possível entender o sinal ou não. O mesmo se aplica para o controle de ganho de RF. Por exemplo, muitos radio escutas encontram recepção melhor em SSB que se abre todo o volume de áudio do receptor e se usa o controle de ganho de RF como um controle de "volume". Este técnica não funciona com todos os receptores ou sinais, mas é o tipo de coisa que precisa ser aprendida através da experiência e pratica.
A seleção da largura de banda adequada é algo a ser aprendido com o tempo. É possível, por exemplo, sintonizar uma sinal AM de 6 kHz de largura usando um filtro de 2.7 kHz sem recorrer à técnica ECSS. Isto é feito através de sintonia de forma a receber a portadora AM original e um pedaço de uma das bandas laterais. Isto resulta em um áudio "cortado" e com perda de fidelidade, mas pode significar a diferença de um sinal legível e sua não identificação. O uso do PBT/VBT ou filtro "notch" para se alcançar melhores resultados é algo que precisa ser aprendido com o tempo e pratica.
Existem diversos "truques" que se aprendem na prática. Algumas vezes a melhor recepção de um sinal AM pode ser obtido através da sintonia de um kHz por exemplo, deslocado da freqüência da portadora.  A melhor forma de aprender estas técnicas é tentar diferentes combinações dos diversos controles se utilizando por exemplo, das estações locais. Experimente sintonizar uma emissora potente local utilizando o modo USB ou LSB de seu rádio. Tente ajustar o controle de ganho de RF e utilize diversas larguras de banda disponíveis. É mais fácil aprender em sinais fortes como estes do que com sinais fracos em faixas congestionadas.
Deve-se desenvolver os ouvidos de radio escuta. A experiência leva a reconhecer sinais fracos enterrados em interferência de emissoras adjacentes que podem ser aprimorados através do uso de banda passante estreita ou ECSS. Os sinais DX, por definição, não são fortes e nem fáceis de serem notados. Os mais experientes ouvintes descobrem que algo está no "fundo do poço".
QUE ANTENA DEVO USAR ?
A localização do rádio e a posição da antena interna ou a telescópica original são importantes para a recepção satisfatória tanto em Ondas Curtas quanto em AM ou em FM.
Em Ondas Médias, o rádio portátil utiliza uma antena interna de ferrite que é direcional, logo, quando a recepção não estiver boa, é regra mudar a posição do rádio, até se achar uma direção adequada a melhor recepção. Para FM, utiliza-se a antena telescópica, que também poderá demandar uma mudança de posição para se conseguir melhor qualidade no sinal recebido.
Porém, em Ondas Curtas, alguns fatores são determinantes para uma escuta favorável : a antena e sua localização. Normalmente, o uso das antenas telescópicas embutidas nos receptores deverão nos proporcionar a escuta de emissoras potentes presentes nas diversas faixas dependendo do horário da escuta. Mas infelizmente, existem diversos fatores externos que prejudicam a recepção, são os ruídos elétricos produzidos pelo homem. Em especial nos grandes centros urbanos, as redes elétricas aéreas, a manutenção deficiente dos componentes de geração e transmissão de energia elétrica, o advento recente das lâmpadas eletrônicas mais eficientes, são grandes ofensores à prática da escuta das ondas curtas.
Observe que existe um ruído inerente as condições atmosféricas próximas a região da escuta, que afetam a qualidade da recepção. Estes ruídos podem ser provocados pelos fenômenos relacionados a propagação ionosférica, ou atmosférica, sendo que esta última, tem uma abrangência mais localizada. Resumindo, em dias de tempestades ou grande atividade elétrica na atmosfera, ouvimos em algumas faixas ruídos que se assemelham aos gerados por quedas de raios. Estes ruídos, não são atenuados por melhores antenas, pois estes se propagam na natureza junto com as emissoras que queremos sintonizar.
Uma "dica" para melhorar a recepção, é a adaptação de um fio elétrico de aproximadamente 7 metros de extensão e de 1 mm de diâmetro, com uma garra "jacaré" soldada na ponta do fio. Sem estender a antena telescópica, prenda a garra jacaré na base da antena telescópica, e mantenha o fio totalmente esticado, de preferência horizontalmente.
Caso o local da escuta seja em apartamento, deve-se primeiramente posicionar o rádio com a antena telescópica estendida próximo à janela. Caso o resultado não seja satisfatório, recolha a antena telescópica e  fixe a garra "jacaré" a base da antena, e  estenda o fio para fora da janela.
Tenha atenção em especial quanto as condições de segurança, para que o fio não invada a janela dos vizinhos abaixo, ou pior, não entre nos condicionadores de ar e cause um acidente de graves proporções. Também, dê ciência aos moradores que estejam abaixo, e explique para que serve o fio.

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